Uma perspectiva crítica sobre o design paramétrico, a fabricação digital e a democratização do design
Artigo apresentado no XXII Congresso da Sociedade Ibero-americana de Gráfica Digital (SIGraDi 2018) – Autor: Mateus van Stralen
A capacidade do design paramétrico de gerar variações e produtos sob medida, combinada com a habilidade da fabricação digital de tornar essa variedade física, possibilita a produção em massa de produtos não padronizados. Diversas empresas estão adotando interfaces digitais guiadas por parâmetros que permitem ao usuário alterar parâmetros de design para personalizar um produto. Essa — como vem sendo chamada — “democratização” do design traz múltiplas implicações sociais, culturais e de design. Este artigo aborda a ideia de “democratização do design” sob uma perspectiva crítica e defende um ponto de vista diferente de democratização do design baseado em ciclos de conversação e no ato de copiar, transformar e compartilhar código.
A Framework for Participatory Urban Digital Twins
Beyond Data Mirrors” propõe um framework cybernético para Gêmeos Digitais Urbanos (GDUs) centrado na governança participativa em vez da otimização tecnocrática. A partir dos princípios de Stafford Beer e das lições do Projeto Cybersyn, o artigo desenvolve cinco princípios para que GDUs funcionem como ferramentas de ampliação de variedade: governança distribuída de dados, coordenação descentralizada recursiva, sinais algédônicos para retroalimentação, interoperabilidade por estruturas federadas e simulação de cenários para aprendizagem coletiva. O argumento central é que a complexidade urbana não é um problema a resolver por controle algorítmico, mas uma condição a ser navegada democraticamente por cidadãos com capacidade ampliada de participação.
Projeto especulativo que investiga o destamponamento e a renaturalização dos rios e córregos de Belo Horizonte como práticas de futuração